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domingo, 27 de fevereiro de 2011

Position Trading





Enquanto o Day Trader se vale de gráficos intradiários para basear suas operações, abrindo-as e as encerando no mesmo dia, e o Swing Trader utiliza gráficos diários, com operações que se desenvolvem, em média, entre dois e dez dias, um Position Trader analisa apenas gráficos semanais para estruturar suas operações, as quais podem se estender por duas a doze semanas.

Diferentemente do que alguns pensam, é a base temporal, e não o prazo de desenvolvimento dos trades, que determinará o tempo operacional. Assim, por exemplo, é perfeitamente possível que um Swing Trading dure mais de um mês ou um Position Trading se desenvolva por quase um ano.
Vê-se, pois, que esta classificação guarda estreita relação com o período gráfico utilizado para planejamento e execução da operação e não com a duração do trade em si.

Ressalte-se, contudo, que esta sistematização não se esgota por aí, vez que ainda existem os investidores de médio e longo prazos e os Buy & Holder. Mas, aqui, deter-nos-emos apenas à análise do Position Trading.

Pois bem! Se por um lado, o Position Trader desenvolve suas operações em um prazo operacional maior, por outro, é óbvio que será muito mais exigente nos seus retornos, buscando alcançar alvos mais amplos, com rentabilidade variando de 10 a 20% em cada trade.


Uma das vantagem do Position Trading reside na significativa economia com gastos de corretagem proporcionada pelo número reduzido de ordens enviadas. Além disso, o fato de seu desenvolvimento não necessitar de acompanhamento diário do mercado financeiro milita em favor da sensível diminuição do nível de stress do investidor. Sem sombra de dúvidas, este parece ser o prazo ideal para quem não se sente atraído pela frequência dos day trades, tampouco pela monotonia proporcionada pelos trades de médio e longo prazo.

Ademais, a estratégia do Position Trader pode ser calma e serenamente planejada durante o fim de semana, onde deverão ser definidos ponto de entrada, stop e alvo, longe, portanto, da já conhecida pressão dos pregões. Por razões óbvias, a análise de gráficos feita no repouso do lar, após uma boa noite de sono e um café reforçado, só terá a ganhar em esmero e perfeição.

Desta forma, no fim de semana, o investidor observa a tendência do mercado e analisa alguns ativos que podem gerar entrada na semana seguinte, enviando, posteriormente, sua ordem no preço desejado. Definido o prazo operacional de Position, todavia, o Investidor deve ficar adstrito ao seu planejamento original, o que, aliás, deve ser rigorosamente observado em qualquer tempo operacional, desde os mais curtos até os mais extensos.

Ao Position Trader, recomenda-se não acompanhar todos os dias o mercado para, ansioso, não ficar “tentado” a abandonar suas posições. Autoriza-se, todavia, no máximo, duas ou três “espiadas” por semana para verificar o desenvolvimento da operação: uma necessariamente no fim de semana, quando se darão os planejamentos e outras duas de acompanhamento no meio da semana.

Autoriza-se, ainda, o acompanhamento dos fechamentos dos pregões diários quando, no fim de semana anterior, for identificada a proximidade de algum ponto de entrada ou saída. Com efeito, ao detectar, por exemplo, a formação de um candle de reversão sobre uma zona de suporte, o Position Trader deverá acompanhar o gráfico diário até que o fechamento do próximo candle se dê acima da máxima anterior, efetuando, assim, a sua entrada, sem esquecer do stop na mínima do candle de reversão.


O Position Trader é um trend follower que busca permanecer na operação o maior tempo possível. Seu foco são as claras e definidas tendências, onde será possível captar os movimentos mais amplos do ativo, e que lhe permitirá seguir incólume às pequenas e possíveis correções do mercado. Suas operações deverão sempre se basear em rompimentos e confirmações, sendo muito arriscada a tentativa de se advinhar fundos ou operar contra a tendência.

Nas tendências laterais de curto prazo, os lucros já acumulados no desenvolvimento do trade podem ser devolvido com as oscilações naturais do mercado. Em razão disso, alguns Position Traders optam pela realização parcial da posição ao atingir determinado alvo intermediário. A partir daí, se o mercado cair, a operação já apresentou algum lucro; se subir, prossegue-se no trade com a posição remanescente, objetivando o alvo final. Outros, todavia, entendem ser mais recomendável nas laterizações do mercado o Swing Trading, comprando no suporte e vendendo na resistência.


Já nas claras tendências de baixa, ao Position Trader se abria a possibilidade de operar na venda alugada do ativo. Assim, identificada uma resistência, seria aberta posição vendida, buscando recomprar o ativo quando atingisse o preço-alvo. Particularmente, apesar de ser perfeitamente possível, alguns Traders preferem não operar vendido em Position Trades, por acharem muito arriscado e, por vezes, notadamente nos papéis de menor liquidez, muito oneroso, optando por Day Trades ou Swing Trades nas tendências de baixa.

Em suas operações, tal qual o Day Trader ou o Swing Trader, o Position Trader pode se valer de várias ferramentas para estruturar seus trades: médias móveis, bandas de Bolliger, candlesticks, linha de tendência, retrações de Fibonacci, enfim, um vasto arsenal que pretendemos, oportunamente, detalhar neste espaço.


Por fim, um conselho: em qualquer prazo operacional, de nada adianta todo planejamento sem o uso de stop. Stop não é só para iniciantes ou amadores, tampouco um atestado de que não confia em sua operação, mas sim, parte fundamental e, por isso, indissociável, do planejamento de todo e qualquer Trader. Sobre o tema, recomendo o brilhante artigo "Stops: Tipos & Formas", de autoria do parceiro e amigo Milton Coelho.

Position Trading





Enquanto o Day Trader se vale de gráficos intradiários para basear suas operações, abrindo-as e as encerando no mesmo dia, e o Swing Trader utiliza gráficos diários, com operações que se desenvolvem, em média, entre dois e dez dias, um Position Trader analisa apenas gráficos semanais para estruturar suas operações, as quais podem se estender por duas a doze semanas.

Diferentemente do que alguns pensam, é a base temporal, e não o prazo de desenvolvimento dos trades, que determinará o tempo operacional. Assim, por exemplo, é perfeitamente possível que um Swing Trading dure mais de um mês ou um Position Trading se desenvolva por quase um ano.
Vê-se, pois, que esta classificação guarda estreita relação com o período gráfico utilizado para planejamento e execução da operação e não com a duração do trade em si.

Ressalte-se, contudo, que esta sistematização não se esgota por aí, vez que ainda existem os investidores de médio e longo prazos e os Buy & Holder. Mas, aqui, deter-nos-emos apenas à análise do Position Trading.

Pois bem! Se por um lado, o Position Trader desenvolve suas operações em um prazo operacional maior, por outro, é óbvio que será muito mais exigente nos seus retornos, buscando alcançar alvos mais amplos, com rentabilidade variando de 10 a 20% em cada trade.


Uma das vantagem do Position Trading reside na significativa economia com gastos de corretagem proporcionada pelo número reduzido de ordens enviadas. Além disso, o fato de seu desenvolvimento não necessitar de acompanhamento diário do mercado financeiro milita em favor da sensível diminuição do nível de stress do investidor. Sem sombra de dúvidas, este parece ser o prazo ideal para quem não se sente atraído pela frequência dos day trades, tampouco pela monotonia proporcionada pelos trades de médio e longo prazo.

Ademais, a estratégia do Position Trader pode ser calma e serenamente planejada durante o fim de semana, onde deverão ser definidos ponto de entrada, stop e alvo, longe, portanto, da já conhecida pressão dos pregões. Por razões óbvias, a análise de gráficos feita no repouso do lar, após uma boa noite de sono e um café reforçado, só terá a ganhar em esmero e perfeição.

Desta forma, no fim de semana, o investidor observa a tendência do mercado e analisa alguns ativos que podem gerar entrada na semana seguinte, enviando, posteriormente, sua ordem no preço desejado. Definido o prazo operacional de Position, todavia, o Investidor deve ficar adstrito ao seu planejamento original, o que, aliás, deve ser rigorosamente observado em qualquer tempo operacional, desde os mais curtos até os mais extensos.

Ao Position Trader, recomenda-se não acompanhar todos os dias o mercado para, ansioso, não ficar “tentado” a abandonar suas posições. Autoriza-se, todavia, no máximo, duas ou três “espiadas” por semana para verificar o desenvolvimento da operação: uma necessariamente no fim de semana, quando se darão os planejamentos e outras duas de acompanhamento no meio da semana.

Autoriza-se, ainda, o acompanhamento dos fechamentos dos pregões diários quando, no fim de semana anterior, for identificada a proximidade de algum ponto de entrada ou saída. Com efeito, ao detectar, por exemplo, a formação de um candle de reversão sobre uma zona de suporte, o Position Trader deverá acompanhar o gráfico diário até que o fechamento do próximo candle se dê acima da máxima anterior, efetuando, assim, a sua entrada, sem esquecer do stop na mínima do candle de reversão.


O Position Trader é um trend follower que busca permanecer na operação o maior tempo possível. Seu foco são as claras e definidas tendências, onde será possível captar os movimentos mais amplos do ativo, e que lhe permitirá seguir incólume às pequenas e possíveis correções do mercado. Suas operações deverão sempre se basear em rompimentos e confirmações, sendo muito arriscada a tentativa de se advinhar fundos ou operar contra a tendência.

Nas tendências laterais de curto prazo, os lucros já acumulados no desenvolvimento do trade podem ser devolvido com as oscilações naturais do mercado. Em razão disso, alguns Position Traders optam pela realização parcial da posição ao atingir determinado alvo intermediário. A partir daí, se o mercado cair, a operação já apresentou algum lucro; se subir, prossegue-se no trade com a posição remanescente, objetivando o alvo final. Outros, todavia, entendem ser mais recomendável nas laterizações do mercado o Swing Trading, comprando no suporte e vendendo na resistência.


Já nas claras tendências de baixa, ao Position Trader se abria a possibilidade de operar na venda alugada do ativo. Assim, identificada uma resistência, seria aberta posição vendida, buscando recomprar o ativo quando atingisse o preço-alvo. Particularmente, apesar de ser perfeitamente possível, alguns Traders preferem não operar vendido em Position Trades, por acharem muito arriscado e, por vezes, notadamente nos papéis de menor liquidez, muito oneroso, optando por Day Trades ou Swing Trades nas tendências de baixa.

Em suas operações, tal qual o Day Trader ou o Swing Trader, o Position Trader pode se valer de várias ferramentas para estruturar seus trades: médias móveis, bandas de Bolliger, candlesticks, linha de tendência, retrações de Fibonacci, enfim, um vasto arsenal que pretendemos, oportunamente, detalhar neste espaço.


Por fim, um conselho: em qualquer prazo operacional, de nada adianta todo planejamento sem o uso de stop. Stop não é só para iniciantes ou amadores, tampouco um atestado de que não confia em sua operação, mas sim, parte fundamental e, por isso, indissociável, do planejamento de todo e qualquer Trader. Sobre o tema, recomendo o brilhante artigo "Stops: Tipos & Formas", de autoria do parceiro e amigo Milton Coelho.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

STOPS: Tipos & Formas

Existe uma infinidade de tipos de STOP, já que o conceito é bem amplo. Contudo, reuni aqui os mais usados e confiáveis. Não veremos neste artigo  Stops mais "exóticos" como os dos degraus de Hilo associados a LTAs. Tampouco os relacionados com médias móveis, como os  do setup IFR2. Esses tipos de STOP serão alvo de artigos futuros, quando contemplarei os setups detalhadamente. Dentre os que veremos, alguns só podem ser definidos com a utilização da análise técnica, outros podem ser estipulados sem esta. Mas o importante é que ao menos um deles atenderá às suas necessidades, independentemente do nível de conhecimento e perfil de investidor. Vamos a eles: 


STOP Financeiro (ou Percentual) = Esse é extremamente simples e não precisa de A.T. Basta estabelecer um percentual de perdas aceitáveis abaixo de seu preço de compra (1% a 3% dependendo de um backtest nos seus trades pra ver o que funciona melhor). Para day trades e swing trades rápidos, não é muito interessante por ser "caro". Ou seja, ao levar em consideração unicamente o fator PREÇO, acaba muitas vezes oferecendo uma proteção além da necessária e pode ser acionado mais vezes. Ele é muito utilizado por quem faz compras em possíveis fundos, mesmo sem confirmação. Não é muito eficiente, mas como dizem: "Qualquer proteção é melhor que nenhuma proteção". 

 CSAN3, gráfico diário no período de setembro a dezembro/2010


$ STOP pelo Risco = Também não precisa de análise técnica, mas funciona melhor com ela (muito bom para day trades com gráficos intradiários). Compre num ponto que julgue ser algum fundo (em cima da mínima do dia até  o momento, por exemplo) e coloque o stop um ou alguns centavos abaixo do preço de compra, desde que o alvo seja interessante. Certamente será muito acionado, mas o risco x retorno acaba compensando para quem faz esse tipo de operação. Seu ponto fraco é justamente oferecer uma proteção aquém da ideal, além de ser indicado apenas para o tipo de trade exemplificado. Alguns traders só entram nesse tipo de operação com risco da ordem de vinte para um, de tão "arrojada" que é a estratégia.
Uma boa oportunidade para esse tipo trade/stop aconteceu hoje, 13/12/2010, na primeira hora de negociação de BVMF3. Exemplo no gráfico de 5m:




$ STOP no Tempo = Esse é, quem sabe, o mais fácil de compreender e utilizar. Só é indicado para quem faz operações de swing trade (ST), exclusivamente no curto prazo. É definido um prazo máximo para permanecer no trade (de 2 a 30 dias). Se não atingir o alvo ao final desse prazo, vende-se de qualquer forma, esteja o ativo na cotação que estiver. Alguns traders usam este em conjunto com outro tipo de stop, como o gráfico. Indicado também em trades contra a tendência do ativo, quando esse período é mais reduzido (no máximo, cinco pregões).

 BRKM5 - Gráfico diário no período de setembro a dezembro/2010


$ STOP gráfico = Aí não tem outra forma: tem que pôr de acordo com suporte definido na análise gráfica. É o mais usado e um dos mais precisos, servindo desde o day trade até o position. Normalmente é definido abaixo da mínima do dia anterior ao da entrada, mas pode considerar outros fatores, tais como: Fibonacci, médias móveis, fundos duplos, etc. Requer algum conhecimento e estudo. Um bom exemplo de Stop gráfico é o do trade sugerido neste blog, em ODPV3. O Stop foi posicionado na perda da mínima do último candle até então.




$ STOP de fechamento = Esse é o mais interessante para quem tem resistência psicológica em usar os stops tradicionais e pode acompanhar o mercado ao menos no final dos pregões. Na verdade, é o que considero mais eficiente. Muitos dos operadores profissionais com quem conversei usam em suas aplicações pessoais STOP de fechamento. Eles usam automático nas posições dos clientes (salvo determinação em contrário) já que o dinheiro não é deles e fica difícil explicar porque o STOP de uma operação estava em determinado valor e seu posicionamento não foi encerrado, ou porque foi encerrado com valor menor que esse STOP. Na maioria dos casos, o STOP de fechamento monstra-se vantajoso. Esse tipo de stop, embora algumas vezes um pouco mais longo, evita que você esteja vendendo quando é hora de comprar, e reduz as famosas "violinadas". Então, como utiliza-lo?
O ponto do stop é definido da mesma forma que no stop gráfico. O que difere é a forma de acionamento. Se a cotação de fechamento for inferior ao valor do STOP, vende-se (normalmente no leilão, mas pode ser feito um pouco antes ou até mesmo no After Market). Claro, em algumas vezes, você pode ter que vender com prejuízo maior do que o esperado, mas na grande maioria os preços tendem a recuperar  ao menos parte das perdas. Exemplo: um ativo que caiu -7% na 1a hora, pegando seu STOP em -6% (suporte) tem poucas chances de fechar assim. O mais comum é que ele recupere ao menos parte dessas perdas e, se estopado, o prejuízo será menor.  
No exemplo abaixo, contemplando o gráfico diário de AMAR3 (setembro a dezembro/2010), note que o trade seria estopado no último candle, o que não aconteceria caso fosse utilizado o stop em referência, definido pelo menor valor de fechamento desde o momento da entrada.


$ STOP Móvel = Acredito que todo homebroker disponibilize essa ferramenta, ideal para quem não tem tempo de acompanhar o mercado de perto, mas não gosta de ver um trade que já esteve positivo se transformar em prejuízo. Diferente do stop venda, à medida que a cotação do papel aumenta, o stop móvel reprograma automaticamente os valores de perda programados, sempre para cima. Exemplo: Um investidor envia uma ordem stop móvel para ITSA4 que no momento está cotado a R$10,00; Preço Disparo: R$9,10; Preço Limite: R$9,00; Início: R$11,00; Ajuste: R$0,50
Neste exemplo, quando ocorrer algum negócio neste papel no valor de R$11,00 (Início) ou mais, será somado R$0,50 (Ajuste) ao Preço de Disparo e ao Preço Limite. Os novos valores ficam com a seguinte configuração: Preço. Disparo R$9,60; Preço Limite: R$9,50.
Caso a cotação do papel continue subindo, o valor do disparo e do limite sobem conforme a cotação do papel. Quando o papel subir R$0,01 o disparo e limite sobem R$0,01 também.
Caso o preço do papel recue, ou seja, caia de R$11,50 para 10,90, por exemplo, os valores do Stop Loss permanecem constantes. Ou seja, o Stop Móvel não ajusta os valores na queda das ações, apenas na alta. 
Esse outro exemplo, em formato de fluxograma, ajuda a compreender melhor:




$ STOP de Volatilidade ATR = A ATR (Average True Range, ou Média da Amplitude da Variação no Brasil) é uma ferramenta da análise técnica (em linha) que estima a volatilidade média de um ativo durante um período X de dias. Ou seja, a ATR nos diz com uma boa precisão o que esperar de um ativo em termos de movimentação, como um tipo de "média móvel".
Quase todas as plataformas de análise gráfica (dentre elas a ADVFN gratuita) disponibilizam o indicador ATR. Para calcular o STOP, basta pegar o valor retornado pelo indicador e multiplicar por um fator de ajuste, entre 2 e 3,5 - de acordo com seu perfil e teste de resultados, mais arrojado ou conservador. Acredito que o fator mais usado é três, mas o ideal seria personalizar de acordo com seus resultados obtidos. Para exemplificar,  Digamos que você comprou uma ação a R$ 10,00 e o ATR apresentado é 0,5. Desse modo, o seu stop será:  

VALOR DO STOP = [10-(0,5x3)] = 10 - 1,5 = R$ 8,50

Eu particularmente, apesar do nome e formas pomposas, não gosto desse stop. Mas se você tiver interesse em compreender melhor, pode descobrir como calculá-lo manualmente aqui. Ferramentas gráficas mais avançadas permitem ainda que se construa um canal de stop (tipo bandas de bollinger), o que facilita a visualização e permite transformar em um tipo de stop móvel.

PETR4 - Gráfico Intraday de 60´ referente a dezembro/2010


$ STOP parabólico SAR (ou Stop and Reverse) = Similar ao stop ATR, já que o indicador foi desenvolvido pela mesma pessoa (Welles Wilder, que criou ainda o IFR e ADX). Também usa um indicador que lhe permite mobilidade e está disponível nas principais plataformas. Então, qual a diferença?
Esse "stop móvel" leva em consideração um fator muito importante que é desprezado no ATR: Tempo. À medida que o tempo passa dentro da tendência o indicador se aproxima dos preços, reduzindo a margem para STOP. O fator de aceleração, assim como o limite da mesma, pode ser alterado nas plataformas, o que permite personalizar os resultados.
A utilização dos "pontos de SAR" é ainda mais simples que a do ATR, bastando que, após inserido o indicador no gráfico, o mesmo esteja "trabalhando" abaixo da cotação atual. 
Quando os preços estão em zona de STOP, os pontos de SAR não são exibidos.
Particularmente, gosto muito dessa modalidade, sobretudo porque funciona muito bem em fechamentos, conforme exemplo a seguir:

OGXP3 no período de setembro a dezembro de 2010

Não podemos afirmar, dentre os inúmeros STOPS citados,  qual o mais eficaz. Sequer podemos sugerir quais devem ser usados, em conjunto ou isoladamente. O trader deve testar as diversas soluções apresentadas, fazendo um "ajuste fino" e pessoal para suas operações. Assim será possível identificar o(s) mais compatível(eis) com sua forma de operar.

STOPS: Tipos & Formas

Existe uma infinidade de tipos de STOP, já que o conceito é bem amplo. Contudo, reuni aqui os mais usados e confiáveis. Não veremos neste artigo  Stops mais "exóticos" como os dos degraus de Hilo associados a LTAs. Tampouco os relacionados com médias móveis, como os  do setup IFR2. Esses tipos de STOP serão alvo de artigos futuros, quando contemplarei os setups detalhadamente. Dentre os que veremos, alguns só podem ser definidos com a utilização da análise técnica, outros podem ser estipulados sem esta. Mas o importante é que ao menos um deles atenderá às suas necessidades, independentemente do nível de conhecimento e perfil de investidor. Vamos a eles: 


STOP Financeiro (ou Percentual) = Esse é extremamente simples e não precisa de A.T. Basta estabelecer um percentual de perdas aceitáveis abaixo de seu preço de compra (1% a 3% dependendo de um backtest nos seus trades pra ver o que funciona melhor). Para day trades e swing trades rápidos, não é muito interessante por ser "caro". Ou seja, ao levar em consideração unicamente o fator PREÇO, acaba muitas vezes oferecendo uma proteção além da necessária e pode ser acionado mais vezes. Ele é muito utilizado por quem faz compras em possíveis fundos, mesmo sem confirmação. Não é muito eficiente, mas como dizem: "Qualquer proteção é melhor que nenhuma proteção". 

 CSAN3, gráfico diário no período de setembro a dezembro/2010


$ STOP pelo Risco = Também não precisa de análise técnica, mas funciona melhor com ela (muito bom para day trades com gráficos intradiários). Compre num ponto que julgue ser algum fundo (em cima da mínima do dia até  o momento, por exemplo) e coloque o stop um ou alguns centavos abaixo do preço de compra, desde que o alvo seja interessante. Certamente será muito acionado, mas o risco x retorno acaba compensando para quem faz esse tipo de operação. Seu ponto fraco é justamente oferecer uma proteção aquém da ideal, além de ser indicado apenas para o tipo de trade exemplificado. Alguns traders só entram nesse tipo de operação com risco da ordem de vinte para um, de tão "arrojada" que é a estratégia.
Uma boa oportunidade para esse tipo trade/stop aconteceu hoje, 13/12/2010, na primeira hora de negociação de BVMF3. Exemplo no gráfico de 5m:




$ STOP no Tempo = Esse é, quem sabe, o mais fácil de compreender e utilizar. Só é indicado para quem faz operações de swing trade (ST), exclusivamente no curto prazo. É definido um prazo máximo para permanecer no trade (de 2 a 30 dias). Se não atingir o alvo ao final desse prazo, vende-se de qualquer forma, esteja o ativo na cotação que estiver. Alguns traders usam este em conjunto com outro tipo de stop, como o gráfico. Indicado também em trades contra a tendência do ativo, quando esse período é mais reduzido (no máximo, cinco pregões).

 BRKM5 - Gráfico diário no período de setembro a dezembro/2010


$ STOP gráfico = Aí não tem outra forma: tem que pôr de acordo com suporte definido na análise gráfica. É o mais usado e um dos mais precisos, servindo desde o day trade até o position. Normalmente é definido abaixo da mínima do dia anterior ao da entrada, mas pode considerar outros fatores, tais como: Fibonacci, médias móveis, fundos duplos, etc. Requer algum conhecimento e estudo. Um bom exemplo de Stop gráfico é o do trade sugerido neste blog, em ODPV3. O Stop foi posicionado na perda da mínima do último candle até então.




$ STOP de fechamento = Esse é o mais interessante para quem tem resistência psicológica em usar os stops tradicionais e pode acompanhar o mercado ao menos no final dos pregões. Na verdade, é o que considero mais eficiente. Muitos dos operadores profissionais com quem conversei usam em suas aplicações pessoais STOP de fechamento. Eles usam automático nas posições dos clientes (salvo determinação em contrário) já que o dinheiro não é deles e fica difícil explicar porque o STOP de uma operação estava em determinado valor e seu posicionamento não foi encerrado, ou porque foi encerrado com valor menor que esse STOP. Na maioria dos casos, o STOP de fechamento monstra-se vantajoso. Esse tipo de stop, embora algumas vezes um pouco mais longo, evita que você esteja vendendo quando é hora de comprar, e reduz as famosas "violinadas". Então, como utiliza-lo?
O ponto do stop é definido da mesma forma que no stop gráfico. O que difere é a forma de acionamento. Se a cotação de fechamento for inferior ao valor do STOP, vende-se (normalmente no leilão, mas pode ser feito um pouco antes ou até mesmo no After Market). Claro, em algumas vezes, você pode ter que vender com prejuízo maior do que o esperado, mas na grande maioria os preços tendem a recuperar  ao menos parte das perdas. Exemplo: um ativo que caiu -7% na 1a hora, pegando seu STOP em -6% (suporte) tem poucas chances de fechar assim. O mais comum é que ele recupere ao menos parte dessas perdas e, se estopado, o prejuízo será menor.  
No exemplo abaixo, contemplando o gráfico diário de AMAR3 (setembro a dezembro/2010), note que o trade seria estopado no último candle, o que não aconteceria caso fosse utilizado o stop em referência, definido pelo menor valor de fechamento desde o momento da entrada.


$ STOP Móvel = Acredito que todo homebroker disponibilize essa ferramenta, ideal para quem não tem tempo de acompanhar o mercado de perto, mas não gosta de ver um trade que já esteve positivo se transformar em prejuízo. Diferente do stop venda, à medida que a cotação do papel aumenta, o stop móvel reprograma automaticamente os valores de perda programados, sempre para cima. Exemplo: Um investidor envia uma ordem stop móvel para ITSA4 que no momento está cotado a R$10,00; Preço Disparo: R$9,10; Preço Limite: R$9,00; Início: R$11,00; Ajuste: R$0,50
Neste exemplo, quando ocorrer algum negócio neste papel no valor de R$11,00 (Início) ou mais, será somado R$0,50 (Ajuste) ao Preço de Disparo e ao Preço Limite. Os novos valores ficam com a seguinte configuração: Preço. Disparo R$9,60; Preço Limite: R$9,50.
Caso a cotação do papel continue subindo, o valor do disparo e do limite sobem conforme a cotação do papel. Quando o papel subir R$0,01 o disparo e limite sobem R$0,01 também.
Caso o preço do papel recue, ou seja, caia de R$11,50 para 10,90, por exemplo, os valores do Stop Loss permanecem constantes. Ou seja, o Stop Móvel não ajusta os valores na queda das ações, apenas na alta. 
Esse outro exemplo, em formato de fluxograma, ajuda a compreender melhor:




$ STOP de Volatilidade ATR = A ATR (Average True Range, ou Média da Amplitude da Variação no Brasil) é uma ferramenta da análise técnica (em linha) que estima a volatilidade média de um ativo durante um período X de dias. Ou seja, a ATR nos diz com uma boa precisão o que esperar de um ativo em termos de movimentação, como um tipo de "média móvel".
Quase todas as plataformas de análise gráfica (dentre elas a ADVFN gratuita) disponibilizam o indicador ATR. Para calcular o STOP, basta pegar o valor retornado pelo indicador e multiplicar por um fator de ajuste, entre 2 e 3,5 - de acordo com seu perfil e teste de resultados, mais arrojado ou conservador. Acredito que o fator mais usado é três, mas o ideal seria personalizar de acordo com seus resultados obtidos. Para exemplificar,  Digamos que você comprou uma ação a R$ 10,00 e o ATR apresentado é 0,5. Desse modo, o seu stop será:  

VALOR DO STOP = [10-(0,5x3)] = 10 - 1,5 = R$ 8,50

Eu particularmente, apesar do nome e formas pomposas, não gosto desse stop. Mas se você tiver interesse em compreender melhor, pode descobrir como calculá-lo manualmente aqui. Ferramentas gráficas mais avançadas permitem ainda que se construa um canal de stop (tipo bandas de bollinger), o que facilita a visualização e permite transformar em um tipo de stop móvel.

PETR4 - Gráfico Intraday de 60´ referente a dezembro/2010


$ STOP parabólico SAR (ou Stop and Reverse) = Similar ao stop ATR, já que o indicador foi desenvolvido pela mesma pessoa (Welles Wilder, que criou ainda o IFR e ADX). Também usa um indicador que lhe permite mobilidade e está disponível nas principais plataformas. Então, qual a diferença?
Esse "stop móvel" leva em consideração um fator muito importante que é desprezado no ATR: Tempo. À medida que o tempo passa dentro da tendência o indicador se aproxima dos preços, reduzindo a margem para STOP. O fator de aceleração, assim como o limite da mesma, pode ser alterado nas plataformas, o que permite personalizar os resultados.
A utilização dos "pontos de SAR" é ainda mais simples que a do ATR, bastando que, após inserido o indicador no gráfico, o mesmo esteja "trabalhando" abaixo da cotação atual. 
Quando os preços estão em zona de STOP, os pontos de SAR não são exibidos.
Particularmente, gosto muito dessa modalidade, sobretudo porque funciona muito bem em fechamentos, conforme exemplo a seguir:

OGXP3 no período de setembro a dezembro de 2010

Não podemos afirmar, dentre os inúmeros STOPS citados,  qual o mais eficaz. Sequer podemos sugerir quais devem ser usados, em conjunto ou isoladamente. O trader deve testar as diversas soluções apresentadas, fazendo um "ajuste fino" e pessoal para suas operações. Assim será possível identificar o(s) mais compatível(eis) com sua forma de operar.